quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Somos Tod@s Cecs na Defesa Pública da Redenção!

"A democracia nasce nas praças, vive nas praças e nas praças deve ser defendida. Mas não apenas porque os movimentos sociais acontecem nas praças. É nelas que os amigos, mas também que estranhos se encontram. Nesses gramados, no meio das árvores, nos caminhos, no chafariz, nesse auditório, as pessoas têm que dividir, compartilhar, têm que se aceitar e conviver. Nas praças somos vulneráveis, invadidos pelos outros, inundados pelas risadas das brincadeiras, pelas músicas, por cheiros de comidas, por formas de vestir e falar as mais lindas e estranhas a nós mesmos. Cercar as praças é querer se livrar da própria consciência de sociedade, se livrar de reconhecer que há pessoas diferentes, e que temos obrigações para com elas, é empurrar para baixo do capacho da portaria da prefeitura a própria noção de cidade.

As reformas que estamos vendo hoje em Porto Alegre estão substituindo o muro de Berlim, o muro da Vergonha, o muro da fronteira mexicana com os

Estados Unidos, os muros policiais entre bairros ricos e pobres, por pequenos e aparentemente insignificantes muros e barreiras em entradas de prédios, em condomínios fechados, em bares e parques, em estádios de futebol. Em todo lugar é preciso pagar ingresso, comprar adesão, atravessar catraca eletrônica. É o contrassenso da cidadania privatizada. É claro que deve existir o direito ao espaço particular, mas quando essa é a única opção que se tem não se trata de intimidade e sim de intimidação. É por isso que é difícil entender os movimentos sociais no mundo hoje, são formas de resistência à sensação difusa e constante de ameaça que sentimos, de estarmos cada mais acuados no nosso sentimento de humanidade. O que se deseja é poder manifestar uma solidariedade anônima e quotidiana numa cidade onde há cada vez menos espaço para fazer isso.

Os programas públicos, os dados econômicos e sociais do governo, os balanços sobre o terceiro setor nos dizem os problemas sociais estão resolvidos ou equacionados. Curiosamente a qualidade da educação no Brasil é péssima e não houve melhoras, há cada vez menos leitos em hospitais e o número de assassinatos ainda é equivalente ao de guerras civis. O que realmente mudou? Onde estamos investindo dinheiro público? Quem vai lucrar com tudo isso? Hoje os que antes eram marginalizados podem transitar livremente, só não podem entrar em lugar nenhum, exceto nas salas de programas de inclusão social onde aprendem que finalmente ganharam cidadania numa cidade entrincheirada. O grande programa de inclusão hoje deveria ser uma marreta.

O que este movimento está fazendo hoje, aqui, é a reinvenção de um programa social histórico e espontâneo, o do direito à alegria da convivência na rua, nas esquinas, e principalmente, na praças públicas."

Caleb Alves, professor de Antropologia da UFRGS.

(30/11/12)
SOMOS TOD@S CECS!

Declarações: Participação e Autogestão


 
“As vezes as pessoas confundem "autogestão" com democratismo, reunionismo, assembleismo... e liberalismo na hora da pratica (cada um faz o que quer). Na autogestão de verdade, há liberdade TOTAL para discutir na hora do planejamento, mas na hora da execução há responsabilidades que são assumidas individualmente, e devem ser executadas. E há sim a nomeação de responsáveis pelas tarefas. E há sim a
determinação coletiva de quem pode cobrar pela realização dessas tarefas, atividades e responsabilidades...” ( contribuição do colega da artes Alejandro )

A proposta DE ORGANIZAÇÃO da Chapa 2 é, no fim, a mesma da Chapa 1...

“Uma autogestão que não tenha responsáveis por tarefas, as quais pessoas possam se agregar, não me contempla, pois trabalho 8h por dia e gostaria de saber onde posso ajudar nas tarefas, quem cobrar, com quem conversar sobre, pois não teria muito tempo de ir há muitas reuniões, assembleias e tudo mais, assim como a maioria dos colegas hoje não tem essa disponibilidade, afinal , as eleições tem mais de 200 votos e nem todo mundo participa, as vezes mal conseguem dar conta das tarefas acadêmicas, pois tem trabalho, afazeres de casa e etc !” (contribuição de colega da CS do noturno)

Vem com a gente!
SOMOS TOD@S CECS!

Cecs Palestina Livre!

Contra o desrespeito do Estado de Israel ao povo palestino, a galera do Cecs e da chapa 1 esteve marcando presença no Fórum Social Mundial pela libertação da Palestina, que ocorreu na nossa cidade entre os dias 28 de novembro e 1 de dezembro e reuniu representações de diversos países e organizações.
Somos a favor do respeito pelas cuturas e a soberania dos povos,  o respeito aos direitos humanos e pela solidariedade internacional aos oprimidos, como no genocídio ao povo palestino que já dura 6 décadas.

Por uma Palestina Livre Já!
Somos Tod@s Cecs! 

Cientista Social: De olho no mundo e no curso!


Os alunos mais antigos no curso devem lembrar que no ano de 2009 o currículo das ciências sociais passou por uma drástica mudança, distanciando ainda mais a licenciatura do bacharelado e retirando do nosso currículo algumas disciplinas mais práticas. Entendemos que naquele ano, por não termos ainda um DA organizado, perdemos um momento importante para pautar as mudanças no currículo, mas mudanças que considerássemos que fossem ao encontro das pautas e demandas dos estudantes. No entanto, o que vimos foi uma mudança pautada pela direção do curso, que retirou pontos e práticas importantes do currículo. Os estudantes que entraram em 2009 perderam um semestre de curso, e o CECS não conseguiu efetivar ações que se convertessem em melhorias.

Desde então o CECS esteve distante da pauta currículo das ciências sociais. Nós da chapa 1 acreditamos que o currículo precisa sim estar na pauta do dia do estudante de ciências sociais, principalmente porque vivemos pouco a prática do cientista social nas disciplinas que temos atualmente. Saídas de campo são praticamente inexistentes. Acreditamos que o CECS deve ser o espaço de fomento dessas ideias, por isso propomos que Tod@s se apropriem do GTD de fomento ao conhecimento, mas propomos também ações como comprometer-se com ajuda financeira para saídas de campo em 2013.


VEM COM A GENTE! Ninguém pode te dizer o melhor jeito de fazer, te agrega como tu podes e vem construir um CA de todo curso! 

Somos Tod@s CECS! Chapa 1

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Chico é + Cecs


Lucas Melo é 100% Cecs!

Declaração de Lucas Melo:

Como recém ingressado, tive primeiro contato com a vida universitária e com todas as suas particularidades. Uma das mais interessantes foram os DA's, coisa que era-me distante da realidade (pois não tive nenhum contato com movimento estudantil nem mesmo nos tempos de escola básica) e que tornou-se algo tão seminal em pouco tempo. Em princípio, quando somente em oportunid...
ades fixas como festas e esparsas atividades do início do ano senti que alguma coisa faltava para a vida do ambíguo CECS e então o estalo: precisamos manter esse espaço em movimento diário.

Sem nenhuma motivação ou inspiração partidária (que até hoje não me ocorreram) pedi educadamente a atual gestão que cedesse aos "bixos", atores presentes e de uma energia incomum dentro da faculdade, a oportunidade de ao menos poder abrir o espaço, pois sentíamos vontade de ter um espaço para receber os nossos colegas e todos aqueles que necessitassem de entretenimento ou auxílio.

A chave me foi cedida e nisto fiquei abismado com tamanha solicitude, vendo nesse gesto o começo de uma nova vida pra mim e para comunidade acadêmica tão embotada e "academicizada", que não consegue rir e nem ouvir algo mais alegre sem problematizar e desconstruir a graça pós-modernamente.

Como achei que política e seus braços partidários não eram de minha alçada, fui bem resistente quanto a entrada na corrida eleitoral, pois temia que deixasse de ter minha identidade em prol de alguma agenda conspiratória de comedores de criancinhas de esquerda. Só que mais um estalo veio: eu luto pelo melhor gerenciamento do meu centro de estudantes desde que faço parte deste, logo, faço política mas sem vínculo partidário algum.

Então nos últimos minutos decidi integrar esse grupo, composto pelos meus iguais, maioria ingressados nesse mesmo ano e com um sangue ainda não viciado pelas celeumas e rusgas sem sentido do meio universitário e que espero que não vicie!

Eu luto por um centro de estudantes mais alegre, mais vivo e atuante, com uma nova visão da situação e que busque integrar a todos que dele quiserem fazer bom uso, mas com ordem, representatividade e unidade, não impedindo qualquer outra boa ideia de ser propagada e aplicada em prol dos cientista sociais e seus aliados!

Que a bandeira partidária seja o ideário da escolha de cada um, mas que lutar pelo curso e pela gestão seja a única bandeira de quem tomar as rédeas do CECS de agora em diante!

Por isso "Eu sou Eu" e grito a todos os pulmões :

"Somos TODOS CECS!"
 
 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

#10%doPIBJá!

Pois é colegas, como tanto tem alardeado a grande mídia, o Brasil tem “crescido economicamente”. 
Bom, pelo menos no nosso dia-a-dia de estudante podemos notar que a situação não é bem assim. Não podemos negar a calamidade que hoje vive a educação: aqui no IFCH, por exemplo, não temos nenhum auditório disponível que comporte sequer metade dos estudantes do nosso curso (são 1,200 aluos). Os servidores e professores foram obrigados a entrar em greve, não temos mais o suco no RU, ainda não encontramos papel higiênico nos banheiros, as salas continuam lotadas e sem cadeiras o suficiente e os professores não conseguem dar conta das “superturmas”. As bolsas permanecem com salários baixíssimos, a biblioteca ainda joga livros fora porque não tem mais espaço para novos e a nova biblioteca do IFCH ainda não saiu do papel. Ou seja, o que percebemos é que o corte de 3 bilhões feito pelo governo federal no ano passado e a despreocupação com o investimento na educação pública é que vem crescendo – e muito rápido.

Problemas como esses se repetem Brasil afora, independente da universidade e do curso, afinal de contas, o descaso é com a educação pública. 
Lutamos pela garantia deste direito básico de todo o cidadão e cidadã: educação pública e de qualidade!
10% do PIB para a Educação Já!
Os problemas que enfrentamos no nosso cotidiano de estudante estão ligados a falta de investimento na educação. O último Plano Nacional de Educação previa 7% do PIB nacional destinado à esta área. Hoje o governo brasileiro investe menos de 5% e o “novo” PNE está prevendo novamente apenas 7%. Como é possível melhorar a qualidade de nosso ensino a nível nacional, seja na assistência estudantil, seja nas condições de estrutura física ou mesmo no salário dos professores, com este valor tão baixo?

A expansão do ensino público é importante e necessária, mas a qualidade também é essencial. Hoje, 75% do ensino superior no Brasil é privado, e as bolsas do ProUni só vem a demonstrar o descaso com a educação pública por parte do governo federal.

Não podemos nos contentar 7% só em 2020, queremos sim 10% Já!

A luta por 10% do PIB para a Educação já começou. 

É a vez d@s estudantes das Ciências Sociais saírem às ruas, ocuparem as praças e trancarem as avenidas junto da juventude de todo o Brasil. 

Nosso Centro Acadêmico não pode estar atrelado ou com rabo preso com estes governos. Devemos ter independência para criticar e lutar!



“Era uma Universidade muito engraçada, não tinha técnico, não tinha nada.
Ninguém podia estudar nela não: os professores lá não estão.
Ninguém podia navegar na rede, não tinha salas, não tinha parede.
Ninguém podia comer ali, pois o RU não vai mais abrir.
E a Dona Dilma, sem nenhum esmero, pra educação, dá verba zero”.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

#Cecs+Negro

Este ano se completam 5 anos da conquista das cotas e da ocupação de reitoria da UFRGS pelos estudantes.
Naquela época, ano de 2007, a universidade foi tomada por esta discussão, se dividindo em dois lados: aqueles que apoiavam as cotas pela popularização da universidade pública e aqueles que se organizavam contra as cotas e incentivavam uma campanha elitista e racista, que se materializava em pichações como “lugar de negro é na cozinha do Ru” ou “Voltem para as Senzalas”. Foi necessário, para passar as cotas, ocupar por duas vezes a reitoria com apoio dos movimentos sociais de fora da universidade, principalmente o movimento negro e quilombola. Foi uma verdadeira guerra!
Por isso, nós, estudantes das sociais, temos que tocar este debate com força.

As cotas foram uma conquista, mas nós não podemos estagnar, temos que avançar!
Porém, é necessário defendermos a manutenção e ampliação das cotas raciais, sociais e para deficientes físicos.
Entendemos que o ensino superior, assim como toda educação, é um direito e não deve  ser tratado como um privilégio. Garantir a educação àqueles que são historicamente oprimidos e marginalizados pela sociedade é uma obrigação.
Não acreditamos que as cotas serão a saída para o déficit educacional que o país sofre ou que irão acabar com o racismo e preconceito velados que presenciamos diariamente na sociedade. Entendemos as cotas como uma medida paliativa, que cumpre o papel de refletir as contradições existentes na sociedade dentro da UFRGS – uma universidade ainda elitista e de uma latente hegemonia branca, em contradição à maioria negra e pobre fora dela.
As ações afirmativas foram implementadas a partir de muita luta e mobilização por parte do movimento estudantil e movimento negro, mas é preciso avançar!

Queremos:
* 10% de reserva de vagas para deficientes físicos
*25% de reserva de vagas para estudantes negros
*25% de reserva de vagas para estudantes de escolas públicas






Nós, Vós, Eles... SOMOS TOD@S CECS!


Eu, Tu, Eles...SOMOS TOD@S CECS!


A Campanha Já Começou!

Veja como foi o primeiro dia de campanha no Vale para a vitória da Chapa 1

SOMOS TOD@S CECS!
































segunda-feira, 26 de novembro de 2012

#Cecs+Amor-Violência!




#Cecs+Alegria&Boemia!


Declaração de apoio de Stefan Vargas


"Entrei nas sociais em 2010 e o curso era um pouco diferente do que é hoje. Os estudantes do curso não tinham centro acadêmico e o modelo de autogestão tinha tido problemas para organizar tarefas importantes como a semana acadêmica, experiência que não aconteceu naquele ano. Lembro de ter dificuldade em ter contato com os dema...
is colegas devido a falta de espaços estudantis e termos pouco acesso a questões como a nova biblioteca e as ações de uma gestão do dce que trazia nas costas um governo estadual com bastante rejeição para dentro da universidade. Lembro de termos pouco acesso as informações gerais do curso e pautas estudantis, como casa do estudante. Participei das reuniões que criaram um Estatuto e uma Gestão para os estudantes de ciências sociais, mesmo caminho que hoje parece seguir o curso de História e que segue o curso de Filosofia. Ainda estamos aprendendo a lidar com o funcionamento dos espaços estudantis e com as questões burocráticas da universidade. Afinal, há uma celebre frase que diz " vocês não querem a federal aqui né gente ?". Mas, entre alguns problemas que ainda temos que resolver e alguns que ainda virão, temos que ressaltar a boa quantidade de atividades que os estudantes de ciência sociais fizeram esse ano e no ano que passou. Avançamos sim desde 2010.
Somos tod@os cecs.
Eu, Tu, Eles
SOMOS TOD@S CECS!

Declaração de apoio de Gilian Cidade:

"Estou nas Sociais desde 2008, e com muita luta em 2010 conseguimos avançar na organização do Centro de estudantes. Foi muito bom hoje, durante nossa confecção de materiais, ver que tem gente muito disposta continuar tocando uma gestão aberta e organizada; melhorando cada vez mais, semestre a semestre.

A nossa campanha só começou!"




Eu sou, Tu é, Somos Tod@s Cecs!