Bom, pelo menos no nosso dia-a-dia de estudante podemos notar que a situação não é bem assim. Não podemos negar a calamidade que hoje vive a educação: aqui no IFCH, por exemplo, não temos nenhum auditório disponível que comporte sequer metade dos estudantes do nosso curso (são 1,200 aluos). Os servidores e professores foram obrigados a entrar em greve, não temos mais o suco no RU, ainda não encontramos papel higiênico nos banheiros, as salas continuam lotadas e sem cadeiras o suficiente e os professores não conseguem dar conta das “superturmas”. As bolsas permanecem com salários baixíssimos, a biblioteca ainda joga livros fora porque não tem mais espaço para novos e a nova biblioteca do IFCH ainda não saiu do papel. Ou seja, o que percebemos é que o corte de 3 bilhões feito pelo governo federal no ano passado e a despreocupação com o investimento na educação pública é que vem crescendo – e muito rápido.
Problemas como esses se repetem Brasil afora, independente da universidade e do curso, afinal de contas, o descaso é com a educação pública.
Lutamos pela garantia deste direito básico de todo o cidadão e cidadã: educação pública e de qualidade!
10% do PIB para a Educação Já!
Os problemas que enfrentamos no nosso cotidiano de estudante estão
ligados a falta de investimento na educação. O último Plano Nacional de
Educação previa 7% do PIB nacional destinado à esta área. Hoje o governo
brasileiro investe menos de 5% e o “novo” PNE está prevendo novamente
apenas 7%. Como é possível melhorar a qualidade de nosso ensino a nível
nacional, seja na assistência estudantil, seja nas condições de
estrutura física ou mesmo no salário dos professores, com este valor tão
baixo?A expansão do ensino público é importante e necessária, mas a qualidade também é essencial. Hoje, 75% do ensino superior no Brasil é privado, e as bolsas do ProUni só vem a demonstrar o descaso com a educação pública por parte do governo federal.
Não podemos nos contentar 7% só em 2020, queremos sim 10% Já!
A luta por 10% do PIB para a Educação já começou.
É a vez d@s estudantes das Ciências Sociais saírem às ruas, ocuparem as praças e trancarem as avenidas junto da juventude de todo o Brasil.
Nosso Centro Acadêmico não pode estar atrelado ou com rabo preso com estes governos. Devemos ter independência para criticar e lutar!

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